segunda-feira, 21 de março de 2011

DIETA E AUTISMO

O autismo é uma desordem ainda pouco compreendida. Geralmente o diagnóstico é feito com base em características como dificuldades de interação social, prejuízos na comunicação e padrões restritos e repetitivos de comportamentos e interesses. É uma doença diferente do retardo mental ou da lesão cerebral, sendo mais freqüente em meninos. Suas causas não são conhecidas porém existe a hipótese de que proteínas como o glúten e a caseína estão envolvidas no desenvolvimento e progressão da doença. * O glúten e a caseína contém proteínas que ao serem digeridas tranformam-se em compostos opiáceos com poder de gerar uma certa dependência. Estes compostos são as gluteomorfinas e caseomorfinas.
* Alguns indivíduos autistas (20%) apresentam sintomas gastrintestinais como diarréias frequentes. O intestino destes indivíduos também costuma ser mais permeável causando uma absorção dos compostos opiáceos. Quando os indivíduos apresentam esta absorção exagerada a quantidade de compostos opiáceos na urina é bastante aumentada.
* Tais compostos atingem o cérebro causando estados mentais compatíveis com intoxicação por drogas opiácias, como a morfina, a codeína e a heroína. Estudos mostram que camundongos que receberam doses elevadas de caseomorfinas tiveram áreas do cérebro alteradas. Porém não tenho conhecimento de nenhum estudo que comprove que caseomorfinas e gluteomorfinas possam causar sintomas do autismo em seres humanos.
* Mesmo assim, alguns estudos mostram que quando a caseína e o glúten são removidos da dieta os indivíduos não mais sentem os efeitos dos compostos opiáceos e seu comportamento melhora significativamente. Outros estudos não mostram nenhuma relação entre dieta e autismo.
* Pesquisas controladas estão sendo realizadas no momento e devem estar disponíveis até o próximo ano.

Testando a dieta:
O instituto de pesquisa sobre autismo, estabeleceu um tratamento que inclui a dieta livre em glúten e caseína ara indivíduos autistas. De acordo com o instituto todo indivíduo autista deve testar a mesma por pelo menos três meses. Porém consulte um nutricionista pois a retirada de alguns alimentos deve ser feita em substituição a outras para que a criança não desenvolva nenhuma deficiência nutricional. Geralmente o processo se inicia com a remoção de um alimento por vez para que se saiba qual estava causando mais problemas. Por exemplo, como primeiro passo o leite de vaca pode ser substituído por leite de soja ou suco fortificado com cálcio. Um mês após a eliminação do leite e de seus derivados inicia-se a eliminação do glúten. A dieta exige bastante paciência e colaboração de familiares e professores já que todos os ingredientes de alimentos industrializados devem ser lidos afim de detectar a possível adição de caseinatos, lactose, aveia, trigo, farinha de trigo, farelo de trigo etc. Nossa legislação ainda obriga as indústrias a incluir nos rótulos as frases: "contém glúten" ou "não contém glúten".
Procure por lojas que vendam alimentos livres de glúten e caseína e também por receitas para que a dieta não fique muito monótona. Para receitas sem glúten: http://www.acelbra-rs.org.br/receitas.asp
Alimentos permitidos incluem arroz, quinoa, batatas, farinha de milho, soja, frutas, vegetais, feijão, tapioca, carnes, peixes e ovos.

INTOLERÂNCIA A LACTOSE

O que é?

É a incapacidade de aproveitarmos a lactose, ingrediente característico do leite animal ou derivados (laticínios) que produz alterações abdominais, no mais das vezes, diarréia, que é mais evidente nas primeiras horas seguintes ao seu consumo.

Como se desenvolve?

Na superfície mucosa do intestino delgado há células que produzem, estocam e liberam uma enzima digestiva (fermento) chamada lactase, responsável pela digestão da lactose. Quando esta é mal absorvida passa a ser fermentada pela flora intestinal, produzindo gás e ácidos orgânicos, o que resulta na assim chamada diarréia osmótica, com grande perda intestinal dos líquidos orgânicos.

Existem pessoas que nascem sem a capacidade de produzir lactase e, enquanto bebês, sequer podem ser amamentados, pois surge implacável diarréia.

Por outro lado, em qualquer época da vida pode aparecer esta incapacidade de produção ou uma inibição temporária, por exemplo, na seqüência de uma toxinfecção alimentar que trouxe dano à mucosa intestinal. Igualmente, a dificuldade pode advir de lesões intestinais crônicas como nas doenças de Crohn e de Whipple, doença celíaca, giardíase, AIDS, desnutrição e também pelas retiradas cirúrgicas de longos trechos do intestino (síndrome do intestino curto).

A deficiência congênita é comum em prematuros nascidos com menos de trinta semanas de gravidez.

Nos recém-nascidos de gestações completas, os casos são raros e de caráter hereditário.

A concentração da lactase nas células intestinais é farta ao nascermos e vai decrescendo com a idade.

GLUTEN

Há tempos que médicos e nutricionistas sabem que o glúten, uma substância encontrada no trigo, na cevada e na aveia, transforma-se numa.espécie de cola ao chegar no intestino e gruda nas paredes intestinais, provocando, aos poucos, saturação do aparelho digestivo, o aumento da gordura visceral (na região do abdômen), dores articulares, alergias cutâneas, enxaqueca e depressão.
O perigo se agravou devido ao consumo excessivo de pães, biscoitos, macarrão, bolos. Até alguns queijos e embutidos contêm o agora maldito glúten. Os resultados já aparecem nos consultórios de nutrólogos, alergistas
e nutricionistas: obesidade, síndrome de resistência à insulina, deficiência de cálcio (o trigo vem sempre adicionado de açúcar), alergias, diarréias, doenças auto-imunes. O nutrólogo João Curvo diz que, para os chineses, o excesso de glúten no organismo é sinal de má higiene interna: o metabolismo emperra, favorecendo bactérias que gostam de calor e estagnação. A pediatra e nutróloga Clara Brandão, do Ministério da Saúde, premiada por suas alternativas para a mesa brasileira, defende o que chama de nossa "soberania
alimentar": mandioca, milho e arroz no lugar do trigo importado, que faz tanto mal. E, se abolir o glúten ajuda a emagrecer, a "dieta sem glúten" virou febre nas academias. Agora, pães de aipim e de milho, macarrão de
arroz e cookies de soja são as novas "delícias" dos supermercados.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

COMA PARA VIVER, NÃO VIVA PARA COMER

Nos dias atuais é cada vez mais comum os alimentos industrializados, os rápidos de serem prepararados, os gordurosos, os sem fibras, os cheios de conservantes, acidulantes, corantes e etc, deixando de lado a estruturação física e o bem estar. Dar o melhor em alimentação para nossos filhos e claro, nós mesmos, não é só recorrer as prateleiras dos supermercados, mas sim tirar o tempo necessário para nos dedicar a cozinha. Preparar alimentos naturais,orgânicos, cultivar o hábito da alimentação saudável como o consumo de frutas, legumes, folhosos, fibras, fará com certeza a grande diferença no decorrer da vida, e claro, na idade avançada mais ainda. Não se pode esquecer dos exercícios moderados, das boas caminhadas ao ar livre, do consumo de água em natura, e dormir sempre muito bem. A disciplina alimentar deve ser iniciada na escola para que a criança se torne um adulto saudável e crie influências positivas em toda a família. Um grande número de doenças (asma, bronquite,alergias, renites, sinusites)são problemas graves para a saúde pública e que estão ligados a alimentação errada e nos faz pensar o que estamos fazendo com nossas vidas!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

LEITE DE INHAME

Leite de Inhame:

- 1 inhame japonês pequeno,

- 1 xícara de água mineral.


Modo de fazer:

1º Descasque o inhame, corte-o em pequenos pedaços e bata-o no liquidificador com a água.

2º Coe o leite com um pano de algodão. Utilize-o em seguida ou guarde na geladeira por 3 dias. Se quiser um leite mais ralo, adicione água a gosto. Eu fiz com um inhame médio e duas xícaras de água.

LEITE DE ARROZ CASEIRO

Leite de Arroz:

- 2 xícaras de arroz, qualquer tipo, sem lavar

- 10 xícaras de água mineral ou 2 litros e meio

- 1/2 colher das de chá de sal

- Metade de uma fava de baunilha


Modo de fazer:

1º Leve ao fogo a água com o arroz, o sal e a metade da fava de baunilha cortada ao meio, por 15 minutos, não mais que isso.

2º Passe o arroz com a água do cozimento pelo liquidificador, utilizando o modo pulsar em três pulsadas rápidas para apenas quebrar os grãos sem formar uma papa. Se você esperar o arroz esfriar ele cozinhará mais e absorverá mais água e mesmo produzindo o leite da forma descrita, ele ficará bem grosso.

3º Peneire mexendo delicadamente no arroz apenas para sair o líquido. Está pronto para ser utilizado.
Nota:

Adicionando cálcio:

Você pode adicionar cálcio ao leite misturando uma colher de chá de pó de casca de ovo ou cálcio de ostras em pó, encontrados em boas lojas de produtos naturais. Se misturá-lo a um pouco de leite de avelãs ele já estará enriquecido de cálcio, pois as avelãs são ricas em cálcio, mais até do que o leite de vaca.

Adicionando ômega 3:

Para fazer um leite enriquecido com ômegas, adicione 1 colher das de sopa de óleo de linhaça, ou de nozes, ou de canola prensados à frio e depois de pronto. Estes óleos não são os óleos de cozinha encontrados em supermercados. São vendidos em lojas de produtos naturais em pequenas garrafas de vidro.

LEITE DE COCO CASEIRO

Leite de Coco Caseiro:

- 1 coco

- 900 ml de água mineral morna

Modo de fazer:

1º Fure o coco, retire a água e reserve.

2º Quebre o coco e leve-o ao forno quente por poucos minutos. Isto fará com que a polpa desprenda com mais facilidade. Com uma faca retire COM CUIDADO a polpa da casca dura.

3º Coloque a polpa no liquidificador junto com a água do coco que foi reservada e a água morna. Bata por uns 3 minutos.

4º Coe com um pano de algodão espremendo bem para retirar todo o leite. Está pronto para uso. Guarde o coco ralado no freezer para utilizá-lo em receitas.